6 de maio de 2021

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Moro precisa se manifestar como pré-candidato a 2022 ou situação ficará difícil.

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Para a deputada estadual Janaina Paschoal, o ex-juiz enfrenta ‘resistência política’ por ser odiado pelos bolsonaristas e também por defensores do ex-presidente Lula

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) considerou, nesta terça-feira, 23, o ex-juiz Sergio Moro suspeito no caso do triplex do Guarujá, que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A suspeição divide juristas e lideranças políticas.

Para a deputada estadual, Janaína Paschoal (PSL), a decisão pode ser vista como uma forma de minar a possível candidatura do ex-ministro da Justiça à Presidência em 2022.

Por isso, a jurista defende a necessidade de um posicionamento claro de Moro sobre a disputa eleitoral.

“Ele precisa sair da toga do juiz e começar a tratar de outros temas.

Deve se manifestar como pré-candidato, seja à Presidência, se entender que ainda não é o momento, seja ao Senado Federal. Com conhecimento jurídico que ele tem seria grande nome no Senado. Na medida que ele se manifestar como potencial candidato, vai ficar mais claro que movimentos todos têm o instituto de miná-lo como potencial candidato para 2022.”

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quarta-feira, 24, a parlamentar citou as possíveis  dificuldades enfrentadas por Moro para a conquista de um eleitorado.

Segundo Paschoal, o ex-juiz é odiado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, assim como por defensores do ex-presidente Lula, o que dificulta o cenário.

“O ex-ministro está em uma situação difícil porque ele é odiado pelos petistas pelo seu papel brilhante na Lava Jato e, hoje, é odiado de maneira injusta pelos bolsonaristas porque não conseguiu conviver com presidente. As pessoas têm que entender que o presidente é uma pessoa difícil, gente.

Ele é uma pessoa difícil. Sai uma criatura da magistratura para trabalhar com uma criatura como Bolsonaro é difícil dar certo”, disse, citando que, pelas situações, há uma “resistência” a Moro na política.

“Ou o ex-magistrado se manifesta, percebe que ele não é mais juiz, que pode falar e deve falar, ou a situação dele vai ficar muito difícil.”

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