6 de maio de 2021

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Diz Ana Paula Henkel diz sobre decisão do STF contra Moro

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Comentarista do programa ‘Os Pingos nos Is’ afirmou que decisão contra o ex-juiz marca um dia triste para o país, ‘Nossa insegurança jurídica é cada dia maior’

Na tarde desta terça-feira, 23, a Segunda Turma do STF declarou o ex-juiz Sergio Moro suspeito nos casos que liderou contra o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Com voto decisivo de Carmén Lúcia, o também ex-ministro da Justiça e Segurança Pública foi considerado parcial no julgamento.

Para a comentarista Ana Paula Henkel, do programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, a decisão do STF mostra a fragilidade da Suprema Corte brasileira que, em casos anteriores, não apontou essa mesma ‘parcialidade’ de ministros.

“É um dia triste para o Brasil, no entanto a gente não pode desistir. Nós tivemos uma decisão forte na 1ª instância com o então juiz Sergio Moro com os processos do Lula, depois essa decisão referendada no Tribunal Regional Federal da 4ª região em Porto Alegre, depois pelo STJ, e tem uma frase importante do desembargador Gebran Neto, indicado pela Dilma, que ele colocou na sua decisão que, inclusive, aumentou a pena do ex-presidente Lula. Ele disse ‘há provas sobradas’. Ele se ateve absolutamente às provas, aos autos, à quantidade de evidências e provas que constavam ali e aumentou a pena”, lembrou

“Outro ponto interessante desse rompante que vimos hoje, em vários momentos em que o ministro Gilmar Mendes fala da suspeição do então juiz Sergio Moro.

Só para lembrar, o Gilmar Mendes mandou soltar o empresário Eike Batista, mas ignorou o fato que a sua mulher trabalhava justamente no escritório que defendia os interesses do empresário, mesmo assim ele não se declarou suspeito de dar um habeas corpus e soltar o empresário.

O que a gente vê vai muito contra o que o próprio presidente do Senado[Rodrigo Pacheco] disse, que ‘nosso caminho é o da união ou então será o do caos’. A nossa insegurança jurídica é cada dia maior.

Tem um ex-ministro da Suprema Corte americana que uma vez disse: ‘Uma nação que subordina suas decisões políticas a nove advogados de toga [no caso dos EUA], não eleitos pelo povo, não merece ser chamada de democracia’.

Infelizmente, é isso que estamos vendo no Brasil, decisões políticas subordinadas a 11 advogados de toga não-eleitos”, finalizou.

Créditos para Página – https://jovempan.com.br/

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